Dias frios e sós avançam por entre portas entre abertas. Dias frios e sós surgem mascarados por lençóis fantasmagóricos. Dias frios e sós tropeçam por entre a interminável calçada…A chuva não lava os destroços da tempestade, o vento não os leva para longe…. Os sonhos não ocupam os dias, a liberdade fica escamoteada por palavras vãs e frias.
Ficamos fechados fora de casa, ficamos pequenos, com medo, assustados…sentimos saudades do que nos ficou retido na memória, colado para sempre num profundo abraço sentido.
No fundo queremos uma lareira e uma manta que nos ajude a chegar ao verão inteiros e sem grandes constipações.
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